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Publicado em 24 de fevereiro de 2021Sem comentários | Blog

Entenda a importância do protetor solar

Tem gente que faz questão de cultivar o bronzeado. Outros vivem em ambientes fechados, mal vendo a luz do dia. Apesar de opostos, ambos os comportamentos são prejudiciais. Isso porque, nem os que amam nem os que detestam o sol costumam aplicar o filtro solar adequadamente.

Neste artigo, entenda como a exposição aos raios solares pode ser benéfica para a saúde e o bem-estar. Mas, para isso, é preciso seguir algumas orientações, principalmente, em relação ao uso do protetor solar!

Como o sol age sobre a pele?

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o sol é o agente externo que mais faz bem e, ao mesmo tempo, mais pode provocar malefícios, à pele. Do ponto de vista positivo, ele desencadeia a síntese de vitamina D pelo organismo, a qual é essencial para a saúde dos ossos.

Além disso, atua no tratamento da psoríase, da icterícia, entre outros problemas de pele. Isso sem falar no bem-estar físico e mental, melhorando a disposição e até o humor.

No entanto, sem os devidos cuidados a radiação solar é prejudicial ao organismo. Como seus efeitos são cumulativos, é preciso se cuidar desde cedo. Isso porque, os raios ultravioletas (responsáveis pelo aumento da melanina, que confere o bronzeado à pele) podem provocar desde inflamações simples a queimaduras. E, em casos mais graves, desencadear comportamentos anormais das células e mutações genéticas.

Quais são os riscos da falta de proteção solar?

Inúmeros estudos provam a necessidade do uso do protetor solar. Entre os riscos da exposição inadequada ao sol estão:

  • eritemas (vermelhidão) ou queimaduras de diversos graus;
  • piora da acne, pois a exposição à radiação UV sem o uso do filtro solar é uma das causas da pele oleosa;
  • envelhecimento precoce da pele, com o aparecimento de manchas, ressecamento, rugas e flacidez;
  • maior propensão a desenvolver doenças dermatológicas (fotodermatoses) e ­­câncer de pele.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais frequente no Brasil (30% de todos os tumores malignos). Ainda que tenha baixa taxa de letalidade, ele prejudica a qualidade de vida do paciente. O tipo melanoma (que totaliza 3% dos casos, mas com alto índice de letalidade), por sua vez, também tem como fator de risco a exposição prolongada e repetida ao sol.

Além disso, quem fez ou deseja fazer algum procedimento dermatológico, como tratamentos a laser e peelings (físicos e químicos), deve ficar ainda mais atento à proteção solar, para evitar manchas.

Como se proteger do sol adequadamente?

A melhor estratégia é combinar várias medidas de fotoproteção. Por exemplo:

  • passar filtro solar diariamente, reaplicando-o a cada três horas ou sempre que necessário (ao se molhar, suar excessivamente etc);
  • espalhar uma quantidade suficiente. Para isso, lembre-se da regra da colher de chá: espalhe uma colher de chá na cabeça e pescoço, uma em cada braço, duas em cada perna e duas na frente e duas atrás do tronco;
  • redobrar os cuidados quando estiver na água, na areia ou na neve, ambientes que refletem os raios UV e aumentam os efeitos da radiação;
  • não deixar de usar o filtro solar em dias nublados, pois os raios UV atravessam as nuvens e incidem normalmente na superfície da Terra;
  • escolher produtos com fator de proteção solar (FPS) de, no mínimo, 30, com proteção contra as radiações UVA e UVB e registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • pessoas com peles sensíveis e crianças devem usar, preferencialmente, filtros solares inorgânicos, pois apresentam menor potencial de irritação;
  • aplicar algum filtro solar próprio para os lábios;
  • usar protetores solares físicos: roupas compridas (se possível, com tecidos anti-UV) e acessórios que protejam o rosto, pescoço e colo, como chapéus de aba larga, óculos de sol etc;
  • evitar se expor ao sol das 10h às 16h, período em que os raios UV mais atingem a Terra, abrigando-se à sombra;
  • nunca substituir o uso do protetor solar tópico e das barreiras físicas por um fotoprotetor oral — cujo ativos, posologia e tempo de uso devem ser prescritos por um dermatologista.

Por fim, a avaliação dermatológica individual é a melhor maneira de traçar uma estratégia de proteção solar eficiente. Além do tipo de pele, o médico considera o histórico de procedimentos dermatológicos, o estilo de vida e até a região onde reside para indicar a estratégia mais adequada. Expor-se de maneira cuidadosa, seguindo as orientações à risca, é a melhor maneira de assegurar a saúde da sua pele!

Referência Bibliográficas : https://www.academiadapele.com.br/entenda-a-importancia-do-protetor-solar/

Elaborado pela colaboradora Bianca Maria Gasparini

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